A Beleza e a Moda na Maturidade

A Beleza e a Moda na Maturidade

Exigente, atraída pelos pequenos detalhes, desde a aquisição de matérias-primas, passando pelo processo de fabricação, até o destino final. A mulher madura consome conscientemente. O vínculo estabelecido entre a mulher e seus trajes é extremamente emocional, o ato de consumir é profundo. A peça precisa fazer sentido na vida, no corpo, na rotina e nos valores. Isso faz com que detalhes ganhem peso: acabamento, textura, narrativa, coerência entre discurso e prática. Porque cada detalhe comunica cuidado.


Na maturidade a sensibilidade ganha vez, a responsabilidade e o repertório, acabam liderando esse movimento com precisão e profundidade. O olhar não é mais o mesmo, e a percepção do que é belo o acompanha, relativizando as tênues linhas da estética. A mulher entende que toda beleza é relativa e efêmera, e justamente esses instantes de vislumbre de cada fase da vida, a tornam tão especial e admirável. Quando se é jovem, essa beleza vem como algo dado, quase um dom do frescor da idade, automática. Na maturidade ela deixa de morar só no espelho e passa a habitar a consciência, e nos tornamos quem sempre almejamos ser. A mulher entende que beleza não é aquilo que se tem, mas aquilo que se constrói. E essa construção acontece no modo de existir no mundo. Ao se conhecer bem, aceitar limites, reconhecer forças e fazer escolhas alinhadas aos próprios valores, o corpo começa a expressar força e história.
 

As matriarcas que tanto respeitamos em nossa memória e família não tem de provar nada, ocupam o próprio lugar com naturalidade. Podemos entender como aquele vestido que passou de avó para mãe e de mãe para filha, seu charme está na vivência. Repito, a maturidade também ensina que o que é belo não é permanente, se reinventa com o tempo. Está presente no modo como se reconhece nas mudanças de fora, as mudanças de dentro. Ao entrar no provador, nos questionamos se estamos tentando caber em uma peça que não se encaixa mais na nossa realidade, se realmente nos representa ou ainda somos capazes de sustentar a presença de determinada escolha de imagem. E a autoestima é o tom dos diálogos internos que se atravessam o tempo todo, organizando valores e expectativas para permitir a existência tal como ela foi nos dada por Deus, é aprender a apreciar, entender, acolher e respeitar cada parte de si.

A migração no tipo de consumo é clara, menor a quantidade e mais atenção à qualidade. Alimentos e estilo de vida mais saudáveis, cosméticos de cuidado contínuo, roupas confortáveis e duráveis, casas mais bem planejadas. O que era imediato e passa a ser preventivo. Serviços e experiências que simbolizam um futuro melhor são sobre investir em algo que dure, que faça bem, cuide do futuro, do corpo e da mente ao longo do tempo. Nesse novo olhar para o consumo, que a marca não assume papel de vitrine, mas de companhia e ressonância, a Belício se posiciona ao lado da mulher. Afinal, o que faz mais sentido hoje: apenas vestir ou escolher aquilo que acompanha quem você é e o futuro que deseja consolidar?

Fonte:SANTOS, Leticia Mariany Rabelo dos. O comportamento de consumo da mulher. UFOP,2021.: https://monografias.ufop.br/bitstream/35400000/3380/1/MONOGRAFIA_ComportamentoConsumoMulher.pdf




Qual peça do seu guarda-roupa melhor conta a sua história hoje?

 

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